sexta-feira, 5 de junho de 2009

...!!!???

Cássia Borges

Acho que o pior tipo de solidão é o causado pela falta de sentido no contexto, o que faz de nós estranhos num mundo que a princípio deveria ser tão familiar! Buscamos muitas coisas, muitas respostas, e a maioria não faz sentido ou justifica o sacrifício. É muita incoerência, muita distorção, muita pobreza (a de espírito), muitas e muitas formas de enxergar a mesma coisa! Como reduzir tudo a um denominador comum, e evitar as grandes tragédias? E principalmente as grandes pequenas tragédias diárias, momentâneas, desastrosas... Às vezes influenciando o rumo das coisas de forma irremediável! Como não cobrar dos outros a nossa visão, o nosso discernimento das coisas? Como não nos sentirmos incompreendidos pela incapacidade dos outros de nos "lêrem"? Acho que tolerância seria a palavra chave... Mas será que ela existe, ou é uma espécie de mito ou algo parecido? A impressão que tenho é que o que se parece com a chamada “tolerância” é uma habilidade que alguns têm de dissimular o desejo de fazer valer sua vontade, ou opinião... Ou de abafar os impulsos nesse sentido! Mas eles continuam lá, loucos para explodir, para se fazerem ouvir! Muitas das pessoas atravessam a vida sem que essa explosão ocorra... Outra parte talvez nem se dê conta do que se passa dentro delas! Pessoas “socialmente aceitas”, que passam pela vida sem maiores problemas,sem maiores angústias, e também sem maiores feitos! Talvez sejam as mais realizadas também... Mas ser ou não uma dessas pessoas não é uma opção! Acontece... Um senso crítico excessivamente apurado pode representar um peso difícil de carregar! Mas não há escolha, a não ser aprender a abrir os olhos para o que é bonito! A extrair o bom e o “leve” das coisas... Encontrar a beleza que há até mesmo nas muitas e aparentemente inexplicáveis incoerências! Afinal, elas são o reflexo da diversidade humana! E isso é bonito... É sim!!!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Não seria a busca pela explicação da fé, a própria falta de fé? Como ter explicações racionais, lógicas, para coisas espirituais? Pessoas que batem muito em uma tecla, que defendem muito um propósito, que compram briga por uma causa não estariam na verdade tentando convencer a si mesmas do que querem ou precisam muito acreditar? Não seriam essas atitudes reflexo da insegurança que elas próprias sentem com relação à causa defendida? Quando se acredita de coração em algo, é também quando se atinge a serenidade com relação a essa crença... Seu íntimo simplesmente “sabe” daquilo, o que você acredita passa a ser parte do que você é! Nada de ameaças, de argumentações, de pressões... Ou mesmo de regras a serem seguidas para justificar sua crença ! Fé é algo de dentro para fora, nunca pode ser o contrário... Não se ensina, não se aprende, não se força, não consta em livros... Não importa como você se veste, se comporta, onde mora, o nível cultural... Sua fé irá guiar seus atos, e definirá seus princípios! É idiotice adotar comportamentos para provar ou mostrar (pra você e para os outros) que tem fé. Para mim Deus é a vida, a natureza, a individualidade de cada um, a bondade,a generosidade,a sensibilidade, as muitas e diferentes personalidades, a diversidade...É a inocência de uma criança, o carinho que sentimos pelas pessoas, pelos animais! Não sei se acredito nesse Deus que castiga, que cobra, que parece se sentir ameaçado pelo mundo e pelas pessoas, que não consegue chegar em todos os lugares e precisa de intermediários!A vida é arquitetada de forma tão inteligente, que para cada ato há uma ou várias consequências! Não precisamos que ninguém nos castigue, porque as consequências de nossos maus atos já fazem isso! Prefiro acreditar no que eu sinto...Então resumindo, Deus é a perfeição de todas as coisas! Não conseguiria melhor definição!

domingo, 5 de abril de 2009

"Não faz sentido dividir as pessoas em boas e más... Pessoas são apenas encantadoras ou monótonas!"

Não sei quem escreveu, mas é legal...

Aquário...

O Amado. Otimista e honesto. Doce personalidade. Muito independente. Inventivo e inteligente. Amigável e leal. Pode parecer não emotivo. Pode ser um pouco rebelde. Muito teimoso, mas original e sem igual. Atraente no lado de dentro e fora. Personalidade excêntrica.

sexta-feira, 13 de março de 2009

“És responsável por aquilo que cativas”

Cássia Borges

Nada mais certo...Sendo assim, temos obrigação de procurar atrair coisas boas, pro nosso próprio bem. A responsabilidade é sempre nossa, não adianta negar, procurar culpados, inventar desculpas, pretextos ou motivos justos... Nós atraímos tudo o que nos acontece. Coisas boas e ruins são frutos de nossas atitudes e escolhas. Freud que me perdoe, mas não... A culpa não é dos nossos pais! Às vezes não concordamos com algo, e normalmente julgamos como certo ou errado a partir de critérios pessoais e tendenciosos. Mas é preciso entender que cada um tem sua história, coisas boas e ruins vão acontecer a todos nós durante a vida. Precisamos nos desarmar para entender e assimilar melhor essas coisas. Nós não sabemos enquanto não precisamos de fato saber, mas nossa força é infinita... Somos capazes de agüentar e de superar desafios e provas inimagináveis. A vida é feita de altos e baixos, e é importante que seja assim! Tudo na vida é relativo, e não fosse essa oscilação entre extremos, viveríamos numa eterna apatia. Num “nada” constante. É a incerteza que faz da vida uma aventura cujo encanto não se perde... Como conhecer o real valor de um momento bom se não existir pelo menos o medo de passar por coisas ruins? Pode parecer angustiante, e realmente é... mas quanto maior for a consciência sobre como as coisas são, menor é a chance de nos amargurarmos e nos desiludirmos diante das pedras que a vida se encarregará de colocar na nossa estrada. E vamos combinar, gente amarga e ressentida é um saco... Procuremos todos espalhar leveza por onde andarmos! Um clichê para finalizar, porque não?!?!:“Carpe Diem”... É um bom começo!

domingo, 8 de março de 2009

Estudo sobre foliões

Por Cássia Borges


















Os espécimes apresentados acima são os Foliônicus carnavalescus, popularmente conhecidos como “foliões”. Costumam aparecer no verão, mais especificamente no período do carnaval na zona metropolitana de Salvador. Eventualmente são vistos em outras localidades em épocas cujo clima seja favorável para a realização de suas atividades. Os eventos que os atraem fora da época citada chamam-se “micaretas”. Sabe-se de algumas coisas sobre seus hábitos, mas constantemente surgem fatos novos, ainda desconhecidos pela ciência, caracterizando a raça como sendo ainda um mistério. Costumam se alimentar de cachorro-quente e salgados em geral. São naturalmente poligâmicos, com raras exceções onde acontecem monogamias temporárias, mesmo assim não se mantendo por período prolongado! Eles migram de todos os lugares do mundo, não se sabe ainda se para fins de acasalamento. Costumam dividir-se em grupos chamados de “blocos” , “camarotes” e “pipoca”, e se reconhecem pela cor da penugem. Há uma tendência a se atraírem por membros do mesmo grupo. Por apresentarem comportamento muito específico, os conhecidos “Filhos de Gandhy” constituem um quarto grupo. Eles são predominantemente poligâmicos, heterosexuais do sexo masculino, e tem um ritual peculiar de aproximação do sexo oposto. Sua penugem é de cor branca, com detalhes em azul. Sua indumentária dispõe também de um turbante que (não se sabe ao certo o porquê)causa uma ilusão temporária de que todos são belos. Usam colares nas mesmas tonalidades, que servem para atrair as fêmeas. O ritual de aproximação consiste em trocar os colares descritos acima por beijos. Se o macho despertar o interesse da fêmea ela ganha o colar e ele o beijo. A vida sexual dos filhos de Gandhy ainda é uma incógnita, de modo que não se sabe ao certo como se reproduzem (Mas é certo que se reproduzem...) Os foliões têm sua capacidade física aumentada durante o período de carnaval, e embora não haja um estudo conclusivo sobre o assunto, o que se imagina é que isso tem a ver com a música! Em contrapartida, eles perdem o senso de limites e todo o juízo, o que pode representar uma ameaça a preservação da espécie. Eles tendem também a ingerir grandes quantidades de bebidas alcoólicas e substâncias alucinógenas em geral! Normalmente são passivos e facilmente domesticados, mas com relação a isso também ocorrem variações. Infelizmente os estudos sobre essa fascinante espécie ainda deixam muito a desejar, e ainda há muito a ser estudado. Mas de certa forma, os mistérios que rondam a espécie tornam-na ainda mais fascinante aos nossos olhos. Na próxima temporada, certamente estarei de perto analisando para dar continuidade aos estudos.

Sobre as amizades...

Por Cássia Borges


Temos uma tendência a achar que amigos são aqueles com quem contamos pra tudo, que sempre sabem o que dizer e a hora em que devem dizer. Idealizamos um modelo de amizade que só existe na TV, nos seriados e coisas do tipo... Colocamos responsabilidades muito grandes nas costas de nossos amigos, e nos decepcionamos com facilidade. Com freqüência exigimos demais das pessoas de quem gostamos, e somos injustos, cobrando atitudes baseadas em necessidades que na verdade são nossas. Eu penso que amizade é um grau superior de intimidade entre pessoas, e que amigos são aqueles com quem temos a abertura de sermos nós mesmos, pessoas que naturalmente se unem por afinidades... Meus amigos não irão se magoar quando eu fizer uma piada de mau gosto, ou rir de um problema sério deles... Se de repente eu sumir, me afastar ou por um motivo qualquer sentir vontade de ficar sozinha, meus amigos irão entender, e quando eu resolver me reaproximar eles estarão aguardando ansiosos, sem que nossa intimidade tenha sido abalada... Porque sabemos o quanto gostamos uns dos outros, nos compreendemos, e principalmente falamos a mesma língua ... Muitas e muitas vezes nos reúnimos para ridicularizar uns aos outros, e esses momentos serão daqueles que lembramos com saudades, mesmo daqui a muitos anos... Também precisamos aprender a ser tolerantes com as limitações e a individualidade de cada um... Isso é fundamental em qualquer relacionamento. Sempre haverá um que cede mais, que procura mais, que é mais bem-humorado, mais mau-humorado, mais prestativo, mais egoísta, menos e mais confiável e assim por diante... Vira e mexe um de nós pisa na bola,mas afinal quem não erra? A amizade não pode ser colocada a prova por causa disso...Você pode quebrar o pau, mas uma vez passadas a limpo as pendências, a amizade tende a se fortalecer! Nada como ter com quem se reunir, comer ovo cozido, beber e trocar letras de músicas depressivas falando de suas desilusões amorosas... Isso tudo regado a muito humor negro, vale ressaltar... Quando temos a capacidade de rirmos de nós mesmos, e temos pessoas com que nos sentimos seguros para fazer isso em grupo, tudo se torna mais leve de certa forma... E mais a frente vira uma história da qual não cansamos de rir... É engraçado como em amizades longas os papéis vão se definindo: Tem aquele amigo que é o conselheiro da turma, o que é mais divertido, o mais engraçado, o que ajuda todo mundo, o psicólogo, o falso (Você se diverte com ele, mas nada de trocar confidências), o mais depressivo, o mais problemático, o mais sem noção, aquele que é mais parceiro, que topa tudo... É natural que com o passar do tempo as pessoas tomem rumos diferentes, e se percam pela vida, mas a importância que os amigos de verdade têm em nossa história nunca se apaga, porque faz parte do que somos... É por isso que independentemente do que aconteça eu afirmo: Amizades verdadeiras são para sempre!!!