domingo, 8 de março de 2009

Estudo sobre foliões

Por Cássia Borges


















Os espécimes apresentados acima são os Foliônicus carnavalescus, popularmente conhecidos como “foliões”. Costumam aparecer no verão, mais especificamente no período do carnaval na zona metropolitana de Salvador. Eventualmente são vistos em outras localidades em épocas cujo clima seja favorável para a realização de suas atividades. Os eventos que os atraem fora da época citada chamam-se “micaretas”. Sabe-se de algumas coisas sobre seus hábitos, mas constantemente surgem fatos novos, ainda desconhecidos pela ciência, caracterizando a raça como sendo ainda um mistério. Costumam se alimentar de cachorro-quente e salgados em geral. São naturalmente poligâmicos, com raras exceções onde acontecem monogamias temporárias, mesmo assim não se mantendo por período prolongado! Eles migram de todos os lugares do mundo, não se sabe ainda se para fins de acasalamento. Costumam dividir-se em grupos chamados de “blocos” , “camarotes” e “pipoca”, e se reconhecem pela cor da penugem. Há uma tendência a se atraírem por membros do mesmo grupo. Por apresentarem comportamento muito específico, os conhecidos “Filhos de Gandhy” constituem um quarto grupo. Eles são predominantemente poligâmicos, heterosexuais do sexo masculino, e tem um ritual peculiar de aproximação do sexo oposto. Sua penugem é de cor branca, com detalhes em azul. Sua indumentária dispõe também de um turbante que (não se sabe ao certo o porquê)causa uma ilusão temporária de que todos são belos. Usam colares nas mesmas tonalidades, que servem para atrair as fêmeas. O ritual de aproximação consiste em trocar os colares descritos acima por beijos. Se o macho despertar o interesse da fêmea ela ganha o colar e ele o beijo. A vida sexual dos filhos de Gandhy ainda é uma incógnita, de modo que não se sabe ao certo como se reproduzem (Mas é certo que se reproduzem...) Os foliões têm sua capacidade física aumentada durante o período de carnaval, e embora não haja um estudo conclusivo sobre o assunto, o que se imagina é que isso tem a ver com a música! Em contrapartida, eles perdem o senso de limites e todo o juízo, o que pode representar uma ameaça a preservação da espécie. Eles tendem também a ingerir grandes quantidades de bebidas alcoólicas e substâncias alucinógenas em geral! Normalmente são passivos e facilmente domesticados, mas com relação a isso também ocorrem variações. Infelizmente os estudos sobre essa fascinante espécie ainda deixam muito a desejar, e ainda há muito a ser estudado. Mas de certa forma, os mistérios que rondam a espécie tornam-na ainda mais fascinante aos nossos olhos. Na próxima temporada, certamente estarei de perto analisando para dar continuidade aos estudos.

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