Por Cássia Borges
As vezes me pergunto porque tornamos tudo tão complicado, tão confuso... Nossa necessidade de aceitação é tão gritante, tão desesperada, que fazer com que as pessoas gostem (ou não) da gente torna-se um objetivo, quando na verdade deveria ser uma simples conseqüência! O fato de conseguirmos agradar ou não, seja no convívio social, profissional, amoroso, familiar e assim por diante... deveria ser fruto do que somos, e não “moldarmos” nossa personalidade de acordo com as conveniências necessárias para que nos enquadremos no almejado grupo escolhido a partir de nossos distorcidos e na maioria das vezes corrompidos sonhos. Porque até mesmo nossos sonhos e projetos de vida são altamente manipuláveis e sugestionáveis. Vários fatores nada lúdicos representam pontos decisivos na definição de nossos projetos de vida... Dinheiro, família, poder, aceitação social, o sucesso com o sexo oposto, e uma infinidade de outros fatores. Se conseguíssemos ter firmeza de caráter e de personalidade, se agíssemos de acordo com nossos princípios (e olha que nem estou falando em bons princípios, bom caráter, ou boa personalidade) as chances de errar seriam bem menores! Se tivermos uma definição clara e firme daquilo que achamos certo e errado, bom e ruim, e nossas atitudes forem condizentes, fatalmente atrairemos ou seremos atraídos à pessoas, situações e atividades que condizem com esses princípios. O que nos guiaria seriam as afinidades, e não algo que “racionalmente” decidimos que seria bom... Se somos claros, transparentes e principalmente fiéis a nossa personalidade, as chances de frustração ficam muito reduzidas. Afinal, não deve ser uma sensação nada boa a que se sente quando, depois de uma vida de esforço e dedicação na realização de um suposto “sonho”, olharmos ao nosso redor e termos a sensação de “Não era nada disso...” Até porque a definição de sucesso (ou fracasso) está diretamente ligada ao que intimamente queremos ou precisamos para nos sentirmos realizados. Eu posso equivocadamente passar a vida correndo atrás de sucesso profissional, dinheiro, poder... Conseguir tudo isso e me sentir incompleta, porque na verdade o que me faria feliz de verdade (embora eu jamais fosse admitir, nem mesmo pra mim mesma) seria casar, ter cinco filhos e esperar o meu marido no final do dia! O problema é que um dia alguém me disse que esse sonho era pequeno... O mesmo vale para o oposto! Nos deixamos levar pelo meio de forma excessiva, quando na verdade o mais sábio seria ouvirmos mais a nós mesmos... Não poderia haver conselheiro com maior interesse e conhecimento de causa.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
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